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94,4% dos internautas brasileiros procuram informações de saúde na internet

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Em 2025, já não é novidade: a saúde na internet faz parte do dia a dia dos brasileiros. Pacientes chegam cada vez mais informados ao consultório, trazendo dúvidas, hipóteses e até diagnósticos baseados em pesquisas online. Consultar o Google ou as redes sociais antes ou depois da visita médica tornou-se um hábito consolidado.

Esse comportamento pode ser acompanhado em números ao longo dos últimos anos. Em 2018, estudos já indicavam que uma parcela expressiva da população recorria à internet para entender sintomas e tratamentos. Esse hábito cresceu a ponto de, em 2023, uma pesquisa do Minuto Saudável apontar que 94,4% dos brasileiros buscavam informações de saúde na internet – principalmente sobre sintomas, medicamentos e bulas.

Mais recentemente, em 2025, uma pesquisa da Globo mostrou que 37% da população recorre diretamente à internet quando sente dor ou mal-estar, enquanto 61% ainda preferem procurar um especialista imediatamente. O contraste entre os dados revela um ponto importante: embora praticamente todos os internautas façam buscas sobre saúde, a decisão final sobre quando e como buscar atendimento varia.

Outro dado que reforça esse cenário vem da pesquisa Saúde do Brasileiro – 2023 (Hibou), que indicou que 45% da população considera a internet seu “pronto-socorro”. Ou seja, mesmo antes de agendar uma consulta, quase metade dos brasileiros já está pesquisando informações online.

Esse panorama histórico mostra como a busca por saúde na internet evoluiu de tendência para realidade consolidada – e por que médicos e clínicas precisam estar presentes nesse ambiente com conteúdo confiável e ético. Continue a leitura para saber mais.

O impacto do conteúdo na vida de quem busca saúde na internet

Se, por um lado, a internet democratizou o acesso à informação, por outro trouxe riscos sérios, como o autodiagnóstico e a automedicação.

Em 2018, uma pesquisa do ICTQ mostrou que 79% dos brasileiros admitiram usar medicamentos sem prescrição médica, e que 40,9% realizavam autodiagnósticos. Já naquela época, o perfil desses pacientes digitais surpreendia: a maioria pertencia às classes A e B, com ensino superior completo, e tinha entre 16 e 34 anos.

Com o avanço da transformação digital, a situação só se agravou. Em 2022, novo levantamento do ICTQ apontou que o índice subiu para 89% da população. Em seguida, uma pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (2024) confirmou a tendência: 86% dos brasileiros se automedicam, e 68% recorrem à internet como fonte de informação para decidir quais medicamentos usar.

Esse panorama mostra que o fenômeno não é passageiro, mas sim um hábito consolidado, diretamente ligado à forma como a população consome informações de saúde na internet.

Por isso, é fundamental que profissionais de saúde sejam estratégicos na produção de conteúdo digital. Ao publicar informações sobre tratamentos e medicamentos, o tom deve ser sempre educativo, combatendo a desinformação e reforçando a importância da avaliação médica. Assim, o especialista se posiciona de forma ética, ajuda a reduzir riscos à população e ainda fortalece sua autoridade no meio digital.

De “Dr. Google” a “TikTok médico” – e os riscos da desinformação

Se antes o Google era a principal porta de entrada para quem buscava informações sobre saúde, hoje esse comportamento se diversificou. Redes sociais como TikTok, Instagram e YouTube passaram a ocupar um espaço importante nesse cenário, especialmente entre os mais jovens.

O apelo de conteúdos rápidos, curtos e de linguagem acessível fez surgir o fenômeno dos “influenciadores de saúde”. Eles acumulam milhões de visualizações ao explicar sintomas, indicar tratamentos ou sugerir mudanças de estilo de vida. Ao mesmo tempo em que ampliou o alcance da informação em saúde, o movimento trouxe um novo desafio: como garantir a confiabilidade do que circula em meio a tanto volume?

É justamente nesse ponto que cresce o risco da desinformação. Fake news sobre vacinas, curas milagrosas, dietas restritivas perigosas e até o incentivo à automedicação se espalham com a mesma rapidez que vídeos virais de dança. Muitas vezes, esses conteúdos chegam ao paciente antes de qualquer orientação profissional, moldando sua percepção sobre saúde e doença.

Para médicos e clínicas, esse cenário reforça a necessidade de se posicionar ativamente no ambiente digital, não apenas para combater boatos, mas para oferecer informações claras, responsáveis e baseadas em evidências. Assim, a internet deixa de ser inimiga e passa a ser uma aliada estratégica no cuidado com a população.

Como a saúde na internet muda a relação médico-paciente

O acesso à informação mudou a consulta médica. Hoje, muitos pacientes chegam com dúvidas, hipóteses e até diagnósticos baseados em pesquisas online. Isso pode ser positivo, ao mostrar engajamento com a própria saúde, mas também gera insegurança ou conflito quando as informações encontradas divergem da orientação profissional.

Para o médico, o desafio está em acolher essas informações sem invalidar a experiência do paciente. Escutar, valorizar a iniciativa e orientar com base em evidências fortalece a confiança e transforma a saúde na internet em aliada no cuidado, tornando a consulta mais colaborativa e eficaz.

Estratégias digitais para médicos e clínicas

Diante desse cenário, a presença digital não é mais opcional – e vai além de ter um perfil nas redes sociais. É preciso adotar uma estratégia estruturada, que inclua:

Mais do que visibilidade, o objetivo deve ser autoridade digital (e offline também, claro) e credibilidade. Quando alguém pesquisa sobre saúde na internet, precisa encontrar informações claras, éticas e confiáveis associadas ao nome do médico ou da clínica. Esse é o caminho para se destacar, reduzir os impactos da desinformação e fortalecer sua reputação.

O que vem pela frente

O comportamento do paciente continuará mudando. A chegada da Inteligência Artificial nos mecanismos de busca, os chatbots de saúde e o uso crescente de aplicativos de monitoramento pessoal já estão transformando a forma como a população interage com a informação. Essas ferramentas tendem a ganhar ainda mais espaço, oferecendo respostas instantâneas e recomendações personalizadas com base em dados de cada usuário.

Para médicos e clínicas, o desafio será acompanhar essa evolução sem perder de vista a essência do cuidado humano. Isso significa entender as novas tecnologias, mas também manter o olhar crítico sobre os limites da automação. A tendência é clara: a saúde na internet não vai retroceder, e quem souber se posicionar agora terá mais chances de se consolidar como referência nos próximos anos.

Fortaleça sua presença em saúde na internet

A forma como os pacientes buscam informações mudou, e estar presente de forma estratégica nunca foi tão importante. Produzir conteúdo de qualidade, otimizado para SEO e com credibilidade profissional, é o que garante que seu nome seja encontrado e reconhecido como referência.

A Santé tem experiência em marketing para a área da saúde, ajudando médicos e clínicas a transformarem sua presença digital em autoridade. Converse com nossos especialistas e descubra como posicionar sua imagem de forma ética, confiável e estratégica no ambiente online.

*Conteúdo atualizado em agosto de 2025.

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